• Acredito que 2019 não será um bom ano para a renda fixa. Se você tem a expectativa que em 2019, a taxa Selic registre alguma alta, e fique próximo, ou acima dos 8% ao ano, acredito, que isso talvez não venha a acontecer.
oliver
Sou investidor desde Janeiro de 2010. O meu primeiro investimento foi em letras do Tesouro Direto Em Agosto de 2014 comecei a escrever sobre investimentos Desde então, venho investindo e escrevendo

Comentários (16)

  1. Boa leitura!

    1. Boa trade Daniel! Obrigado pelo feed!

  2. Tudo bem que o Brasil tem umas das maiores taxas reais de juros do mundo, mas como ficam os investimentos externos se o Brasil derrubar a taxa de juros de forma tão rápida assim? Quem vai manter investimento aqui, que tem grau elevado de risco, sobretudo, quando o governo americano tem elevado seus juros?

    1. Boa tarde Luccas! Faz todo sentido o que você está apontando! O que acontece (a meu ver) é o seguinte; a inflação está baixa. Excluindo a alta do IPCA registrada na greve dos caminhoneiros, acredito que o IPCA em 2018, provavelmente ficaria abaixo dos 4%. Então, mesmo com as expectativas de alta dos juros nos Estados Unidos, ainda sim, o Brasil não vem enfrentando problemas pelo lado inflacionário (levando em consideração a alta do dólar e eventual influência da moeda norte-americana em nossos preços). Resumindo; esse senário me leva a crer que o Brasil pode continuar “experimentando” o juro baixo, por um tempo maior.

      1. Oliver, toda vez que o Fed anuncia alta dos juros a gente consegue sentir as consequências aqui no mercado nacional. Além disso, mesmo que o pior já tenha passado, os escândalos de corrupção que ainda podem aparecer envolvendo as grandes empresas podem gerar uma incerteza em relação ao Brasil. Mesmo que o nosso CDS caia com as reformas, ainda não vejo o Brasil como um dos países mais atrativos diante do cenário com juros muito baixos. Ademais, não creio que esse romance entre governo e mercado vá durar muito tempo. Ainda que o Guedes tenha ideais ultraliberais acho que lhe falta um pouco de experiência no tange à administração pública, o que pode complicar um pouco as coisas.

        1. Luccas, vejo que você detém bom conhecimento na área dos investimentos. Dentre as duas linhas que os investidores podem seguir, que são; pessimistas ou otimistas, acredito que a otimista seja a melhor, sem dúvidas. Pelo que vejo, você deve estar mantendo uma parcela do seu patrimônio em dólar, ou quem sabe até em ouro, correto? O que faz muito sentido, até porque as coias nos Estados Unidos (alta do juro e mercado em queda) podem vir a influenciar em nosso mercado (como você mesmo mencionou). Mas ainda sim, acredito que o atual contexto é diferente dos anteriores. O Brasil não esta crescendo tudo o que pode crescer, ou seja, ainda não está conseguindo recuperar as quedas do PIB dos anos anteriores. Essa economia mais fraca, “esfria” o aumento dos preços (menos demanda para uma oferta estável) então no curto prazo, eu acho, que o Brasil ainda vai flertar com esses níveis de juros (6,5%). Essa seria a minha leitura atual. Com relação ao governo inexperiente. Também tenho essa preocupação, porém, acredito que a força das urnas, possa influenciar nos primeiros 6 meses de governo, ou seja, ao menos, alguma coisa de reforma previdenciária vai passar (precisa). Se não passar, ai sim, as contas públicas vão sofrer no curto, médio e longo prazo. No final da contas, talvez, a inflação e juro seja tudo uma questão mais fiscal com implicações do cambio. Olhando a sua resposta novamente, acredito que a sua visão de investimento é muito mais ampla, talvez, fugindo até do Brasil. Levando em consideração os outros países, com certeza, um investimento mais atraente, poderia ser o https://www.treasurydirect.gov/. Infelizmente o Brasil não possui ETF ou algum produto que tenha ligação ou participação nesse tipo de investimento (ao menos que eu saiba). Mas abrindo uma conta no exterior, você poderia ter acesso a ETFs que replicam os índices do Tesouro Americano. Isso com certeza seria uma boa alternativa.

  3. show.

    1. Boa tarde Willian! Obrigado pelo feed!

  4. Se a meta de inflação for mantida e a taxa de juros trilhar o caminho que você imagina teremos uma taxa de juros real muito baixa, podendo ser negativa, isso seria possível com o histórico que temos?

    1. Boa tarde Raquel! Acredito que não. Mesmo em 2015 que nossa inflação passou dos 10% ao ano, a taxa Selic terminou o mesmo ano em 14,25%. Ou seja, ao longo do ano, a Selic experimentou ficar abaixo da inflação, mas no final, nossa taxa de juro acabou oferecendo ganhos reais. A meu ver, se a inflação passar da linha dos 5%, por exemplo, é provável que a taxa de juro suba. Mas ainda sim, é preciso avaliar as expectativas. Resumindo, não acredito que o Brasil venha a manter a Selic abaixo da inflação.

  5. Nunca fui muito fã desse tipo de investimento, agora sou menos ainda.
    Obrigada!

    1. Boa tarde Cris! Mas sempre é bom manter uma parcela do patrimônio em algum ativo de liquidez imediata, assim é possível captar oportunidades na renda variável, ou até, construir uma reserva de emergência.

  6. Não acredito que todas as reformas e privatizações que o mercado quer vão acontecer.

    1. Boa tarde Mauricio! Compartilho do seu pensamento, porém, é difícil identificar o que pode acontecer no futuro (se não impossível) o que podemos ver, até o momento, é que a inflação se mantem “controlada” e portanto, não há motivos para alta da Selic no curto prazo. Vamos aguardar os próximos capítulos.

      1. Sim, também não vejo nada que possa influenciar tanto para alta da inflação , sobretudo com as propostas do novo presidente. No máximos as várias do lado da oferta no próximo ano. Vamos agurdar, haha. Obrigado!

        1. É, o lado da oferta poderá sofrer influencias das medidas do novo governo. Caso isso ocorra, a inflação pode vir devido a pouca oferta para uma demanda maior. Se o desemprego começar a cair de forma rápida, ai sim, podemos terminar 2019 com um crescimento alto e juros para cima (mais procura, menos oferta, mais inflação)

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