• Eu vou dedicar esse artigo aos leitores que comentaram nos meus últimos três artigos. Dentro desses três artigos,  falei sobre investimentos e sobre política (de forma bem rasa, mas falei). Alguns leitores comentaram a respeito das minhas expectativas.  Então surgiu um questionamento;
oliver
Sou investidor desde Janeiro de 2010. O meu primeiro investimento foi em letras do Tesouro Direto Em Agosto de 2014 comecei a escrever sobre investimentos Desde então, venho investindo e escrevendo

Comentários (16)

  1. Me senti homenageada aqui. hahha
    Obrigada pelo artigo, Oliver. Parabéns!
    Só gostaria de frisar um coisa interessante, você citou Portugal como um dos países em situação, inclusive com história recente de recuperação, então eu vou complementar que não foi com um governo ultraliberal de direita que eles conseguiram chegar nesse contexto.

    1. Boa tarde Julia! Os comentários dos leitores são essenciais para a continuidade dos artigos! Obrigado pelo feed!Sim, até onde eu sei, o governo português não é de extrema direita, ou de direitas (se assim posso dizer). Mesmo assim, eu acredito (tenho esperanças) que coisas boas na área econômica, podem ocorrer com o nosso novo governo. Espero que as expectativas se confirmem (positivamente).

      1. Oliver, espero muito que economia melhore, até pq não tenho expectativas em outros setores.

        1. Sim, o lado econômico é primordial no momento.

  2. Ao meu ver não ponto nenhum em que a reforma seja justa

    As maiores disparidades entre o montante arrecadado e despesa estão nas classes de militares e de trabalhadores rurais. Contudo, como sabemos, ao contrário da classe rual, as filhas dos militares formam uma classe que produz muito pouco (estou sendo boazinha). Como sabemos essa não passará pela reforma.

    Agora comparando as duas classes que tem menor disparidade entre despesas e receita: trabalhadores urbanos, uma das poucas que gerou superavit em anos recentes e os nossos queridos políticos, outra classe onerosa há anos que também não será incorporada na reforma
    Nesse sentido, fica claro o quanto a reforma pode ser injusta.

    1. Boa tarde Luccas! Realmente, o que você está falando faz sentido. Existe vários pontos da reforma que são questionáveis. Mas sem dúvidas, algo terá que ser feito. Talvez na questão dos militares, uma alteração que pode ajudar bastante (inclusive na aprovação) seja um ajuste nas pensões das famílias. Querendo ou não, os militares possuem várias características com relação a hora de trabalho, ferias, outras coisas que são diferentes dos demais segmentos. Com relação aos políticos, espero (sinceramente) que haja alterações para pelo menos aproximar a realidade deles da nossa, minha esperança está baseada na aprovação do candidato eleito e nas alterações que ocorrem no congresso (pouca, mais ocorreu).

  3. Penso que outras variáveis devam ser incluídas nessas contas.Por exemplo, o poder do incentivo que o Brasil dá para a classe de militar para que eles continuem mamando no estado. Pobre não tem elasticidade na oferta de trabalho.
    Outra questão está relacionada a propensão marginal a consumir, os caras ganham muito e gastam pouco, ou então nem gastam no país. Qual o impacto disso na economia?

    1. Boa tarde Jose! Sim, os militares possuem certas regalias. talvez (quem sabe nessa reforma ou na próxima) seja realizada algum ajuste nas pensões. Com relação a elasticidade de empregos para as classes menos favorecidas, eu espero que essa realidade mude (pode mudar mais vai ser gradual e lenta). A mudança pode vir pela redução da dívida pública, aumento dos investimentos na educação e no ensino profissionalizante, além é claro, da redução da burocracia para criação de empregos (em todas as esferas, municipal, estadual e federal) Bom, com relação aos gastos, eu acredito que o imposto de renda sobre distribuições de lucros e dividendos, pode ajudar nesse equilíbrio. além do aumento na taxa de imposto sobre heranças. No caso de heranças, deverá haver algum tipo de teto, para não prejudicar aquele que vai receber uma casa, ou não possui um patrimônio tão alto, compreende?

      1. Na verdade eu acredito que a distribuição de renda no país seja outro problema. A proposta do Guedes, para mim, aumenta as disparidades ao fixar um percentual. Em relação ao salário todos pagarão o mesmo tanto proporcionalmente, por outro lado acredito que o pobre pagará mais. A taxação sobre consumo no Brasil é alta, e, geralmente, os impostos incidem sobre os bens inelásticos, nesse sentido, pobre e rico pagam o mesmo tanto de imposto. o que proporcionalmente pesa mais para o pobre. Além disso, a taxação sempre recai muito sobre os produtos inelásticos, e se inelásticos a demanda não cai, tampouco aumenta. Não importa o quão pobre você seja, vai consumir e se você ficar rico não vai consumir mais.
        Eu não acredito que focar nessas questões seja o melhor modelo de governo, inclusive gosto muito do Friedman, porém não acho que uma vez criado esse cenário tão desigual, a solução seja simplesmente apelar para o liberal.

        1. Jose, compreendo e respeito a sua opinião. Distribuição de renda e impostos são assuntos que exigem mais estudos (coisa que ainda não fiz mais afundo). Tecnicamente, existem várias coisas que podemos fazer para equilibrar a arrecadação. Eu acho que uma alternativa que foi especulada (li sobre isso no Valor Econômico) e talvez poderia melhorar a qualidade de vida pra aqueles a margem da sociedade, é a proposta de imposto único. Com um imposto sendo retido sobre as movimentações bancárias. Uma alíquota fixa sobre qualquer movimentação (alíquota era de algo próximo dos 1%). Desse modo, os impostos PIS, COFINS e IPI seriam “abolidos”. Ou seja, talvez, aqueles que necessitam de maior atenção do estado, poderiam receber tal atenção, uma vez que boa parte dos brasileiros ainda não contam com conta bancária e desse modo, poderiam se aproveitar de uma eventual redução nos preços de diversos itens (uma vez que o PIS, COFINS e IPI acabam sendo cobrados em cima de diversos itens, inclusive alimentos). Enfim, o assunto é complicado, exige que boa parte dos políticos tenham um pouco de consciência (para abrir mão de privilégios e mostrar que podem cortar na própria carne). A mudança de imagem de nossos representantes no planalto, poderia ajudar nessas reformas também. Resumindo; o tema é relevante e deve ser discutido, mas é bem complicado.

  4. Compartilho da sua ideia, Oliver. Acredito que o novo governo, economicamente falando, vai trazer algum progresso

    1. Boa tarde Geovanna! Obrigado pelo feed!

  5. A reforma vai passar, tem que passar!

    1. Boa tarde Elisa! Sim, alguma coisa deverá ser feita! Obrigado pelo feed!

  6. Filho do Bolsonaro falou que talvez não consigam aprovar a reforma da previdência. Pra mim parece uma estratégia de Marketing, mas se não rolar o mercado vai despencar.

    1. Boa noite Bruno! Sim, eu vi algo a respeito disso. Olha não sei se isso foi marketing ou coisa do gênero (espero que seja!). Sim, compartilho de sua opinião. Se nenhuma reforma ocorrer, é provável que a nossa dívida continue aumentando, ou, mesmo contando com um superavit, em um futuro próximo, as contas dificilmente vão fechar.

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